Ela era pequeno, fragil e delicado.
Gostava de dar suas piruetas na agua. Subi, descia, defendia seu territorio. Ja tinha 4 anos. Continuava preto, lindo e gordinho.
Entao um dia, ele comecou a nadar diferente. Virado de lado. Se esforç
ava para nadar mas estava dificil.
E o tempo foi passando, e foi piorando. Foi medicado mas nao melhorava.
E precisa ser alimentado tds os dias. Era pego , recebia carinho, amor, comia e voltava p fundo.
E os dias o levavam cd vez mais fundo. Acabou machucando um dos olhos, e isso foi piorando.
Td dia era alimentado e amado.
Mas aquele sofrimento partia o coração dela. Ela ficava triste, olhando aquele pobre peixinho.
Entao uma noite ela pediu, ela pediu para os céus que aquela tristeza acabasse. Tinha sido um ano dificil. O virus, as relaçoes destruidas, a confiança abalada, a falta de persectiva. E agora seu pobre peixinho, ele precisava parar de sofrer e levar seu sofrimento.
E naquele dia ele se foi.
E entao ela se despediu. E tb deixou td ir. As conversas inacabadas, os emails salvos,as mensagens printadas. Ela se livrou de td junto com o peixinho. A tristeza ainda estava la, mas o restante nao. Td tinha morrido junto com o peixinho.
Ela precisa cuidar do que ficou.
Outros peixinhos, dourados, pintados ou branquinhos.
Seguir em frente era preciso.
E assim ela fez.
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