terça-feira, 10 de novembro de 2020

O FIO


 Naquele dia o passaro precisava decidir. Ficaria ali no fio balaçando e  esperando, ou iria voar para outro lugar?

O fio balançava, ventava, ele ainda esperava.

Ele esperava outro passaro, q disse q voltaria .  Nao voltaria.

Havia se cansado das indecisoes dele. Daquela vida por um fio.

Dos tempos de silencio. É verdade. Ele nao sabia se comunicar. 

Seu canto era imitaçao de outros passarinhos, ele nao tinha um canto proprio. Nunca teve.

Mas ele pensava q isso o fazia interessante. So no inicio. Logo se percebia que era td muito confuso. Entao os outros passaros se afastavam. E ele ficava la balancando no fio.

E ele ainda estava la balancando.

E se lembrou quer ser tivesse seu próprio canto, suas próprias melodias não estaria lá sozinho esperando. Teria cativado por sua essência, não por seus dramas.

Então começou a esfriar, a chuviscar, o fio balançava

 e ele não tomava

 nenhuma decisão.

E ficou lá pensando nos seus erros, no seu vitimismo.

 E era so sair dali e voar.

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