Naquele dia o passaro precisava decidir. Ficaria ali no fio balaçando e esperando, ou iria voar para outro lugar?
O fio balançava, ventava, ele ainda esperava.
Ele esperava outro passaro, q disse q voltaria . Nao voltaria.
Havia se cansado das indecisoes dele. Daquela vida por um fio.
Dos tempos de silencio. É verdade. Ele nao sabia se comunicar.
Seu canto era imitaçao de outros passarinhos, ele nao tinha um canto proprio. Nunca teve.
Mas ele pensava q isso o fazia interessante. So no inicio. Logo se percebia que era td muito confuso. Entao os outros passaros se afastavam. E ele ficava la balancando no fio.
E ele ainda estava la balancando.
E se lembrou quer ser tivesse seu próprio canto, suas próprias melodias não estaria lá sozinho esperando. Teria cativado por sua essência, não por seus dramas.
Então começou a esfriar, a chuviscar, o fio balançava
e ele não tomava
nenhuma decisão.
E ficou lá pensando nos seus erros, no seu vitimismo.
E era so sair dali e voar.

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