sexta-feira, 15 de abril de 2022

A areia e o vento



 Eles não se davam muito bem.

A areia gostava de ficar em movimento, uma hora aqui outra ali. Encontrava o camelo, o escorpião, o lagarto e continuava seu caminho.

Mas ela precisava do vento para fazer suas andanças. O calor do Sol no Deserto fazia com  ela quisesse se movimentar,  como um redemoinho girando e espalhando sua poeira de estrelas.

Para isso ela precisava da ajuda dele, do Vento.

Quando ele estava de bom humor, dançavam na areia. Viajavam por vários cantos do Deserto. Era a dança do Amor.

Chegavam ao oásis. Mas ela não gostava muito. Poderia parar na água e ficar ali para sempre. Era livre. Pensava.

Livre? Nem tanto, pois sem o vento não ia a lugar nenhum. E quando ele estava de mau-humor, ahhhh.

Arrastava ela com sua fúria.

Os camelos já conversavam entre si           -brigaram de novo!

Os coqueiros comentavam:                          — eles brigam e nos que balançamos para lá e para cá!

Mas, ele se acalmava e ela também.

E as Dunas gigantes, diante dessa mudança podiam silenciar  outra vez. Era essa Paixão, que fazia o caminho dos homens muitas vezes difíceis, perigosos, mas que traziam a beleza do Deserto.

O vento do amor e a poeira de estrelas

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