Eles não se davam muito bem.
A areia gostava de ficar em movimento, uma hora aqui outra ali. Encontrava o camelo, o escorpião, o lagarto e continuava seu caminho.
Mas ela precisava do vento para fazer suas andanças. O calor do Sol no Deserto fazia com ela quisesse se movimentar, como um redemoinho girando e espalhando sua poeira de estrelas.
Para isso ela precisava da ajuda dele, do Vento.
Quando ele estava de bom humor, dançavam na areia. Viajavam por vários cantos do Deserto. Era a dança do Amor.
Chegavam ao oásis. Mas ela não gostava muito. Poderia parar na água e ficar ali para sempre. Era livre. Pensava.
Livre? Nem tanto, pois sem o vento não ia a lugar nenhum. E quando ele estava de mau-humor, ahhhh.
Arrastava ela com sua fúria.
Os camelos já conversavam entre si -brigaram de novo!
Os coqueiros comentavam: — eles brigam e nos que balançamos para lá e para cá!
Mas, ele se acalmava e ela também.
E as Dunas gigantes, diante dessa mudança podiam silenciar outra vez. Era essa Paixão, que fazia o caminho dos homens muitas vezes difíceis, perigosos, mas que traziam a beleza do Deserto.
O vento do amor e a poeira de estrelas
Nenhum comentário:
Postar um comentário